30 de novembro de 2007

Progresso

Se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do homem, no crescimento do homem interior, então aquele não é um progresso, mas uma ameaça para o homem e para o mundo.

Papa Bento XVI

26 de novembro de 2007

Misericórdia perfeita

A misericórdia merece ser louvada não só pela abundância de dádivas, mas sobretudo quando procede de um pensamento bom e misericordioso. Há pessoas que muito dão e muito distribuem mas não são tidas por misericordiosas aos olhos de Deus, e há pessoas que nada têm, nada possuem, mas têm piedade por todos no seu coração. Estas são consideradas seres verdadeiramente misericordiosos aos olhos de Deus, e de facto são-no. Portanto não digas: «Nada tenho para dar aos pobres»; não te angusties pensando que por esse motivo não podes ser misericordioso. Se tens qualquer coisa, dá o que tens; se nada tens, dá, ainda que seja um pão seco apenas, fá-lo com intenção verdadeiramente misericordiosa, e tal será considerado por Deus como misericórdia perfeita.

Nosso Senhor não louvou os que muito punham na caixa das esmolas; Ele louvou a viúva por aí ter posto as duas moedas que pôde poupar na sua vida de indigência, oferecendo-as em gratuidade, com um pensamento bom, para o tesouro de Cristo. O homem que no seu coração tem piedade pelos semelhantes, esse sim, é misericordioso aos olhos de Deus; mais vale uma boa intenção sem efeitos visíveis do que a abundância de obras magníficas mas realizadas sem boa intenção.

Youssef Bousnaya
(c. 869-979), monge sírio

14 de novembro de 2007

Mensagem aos pais sobre a catequese

Dez coisas que eu gostaria de dizer aos pais que não ajudam em nada a catequese

Confesso: eu deveria ser mais tolerante com os pais das crianças e jovens da catequese. Mas não estou conseguindo. Em muitas ocasiões, me sinto desrespeitado e desvalorizado como catequista em função deste descaso dos pais com a catequese. Isso me deixa "P" da vida. Fico estressado, chateado, acabo desanimando, me dá vontade de jogar tudo para o alto, fico mais agressivo e acabo descontando em pessoas que não tem nada haver com isso. Minha vida pessoal acaba sendo afetada.

Parece incrível, mas esta inegável omissão dos pais em relação aos seus filhos me atinge diretamente. Fico pensando: como pode um trabalho que faço de forma gratuita, voluntariamente, afetar tanto meus sentimentos, humor e paciência? Não deveria ser ao contrário, ou seja, por ser com esta finalidade, que eu ficasse alegre, feliz, paciente, otimista e agradecido?

Tem sido assim. Eu mais me estresso do que me alegro. Mais me indigno que me regozijo. Encontro mais motivos para dizer "tchau, não volto mais" do que para dizer "nos encontraremos em breve".

Esta inércia dos pais me irrita. Esta desconfiança e desinteresse pelas coisas de Deus me transtornam. Eu não consigo disfarçar a minha dor em relação isso. Preciso desabafar. Tem algumas coisas que eu gostaria de dizer aos pais que inscrevem os filhos na catequese. Mas não tive coragem de dizer tudo, de uma só vez. Mas se um dia eu disser, será num tom forte, olhando nos olhos de cada um, e estaria pronto para as reações contrárias.

Eu lhes diria:

*1º *Vocês não são obrigados a inscrever seus filhos na catequese. Por isso, se nos procuraram de livre e espontânea vontade, aceitem nossas regras e não fiquem reclamando de tudo;

*2º *Os catequistas de vossos filhos são pessoas normais, que tem família, trabalho, atividades pessoais, faculdade, problemas, alegrias, frustrações, desânimo, ou seja, sentimentos comuns a qualquer pessoa. Por isso, trate-o com mais carinho e com mais respeito. Pelo menos, tentem saber qual é o nome dele. Isso já será de grande valia.

*3º *Quando organizamos palestras, encontros e reuniões, é porque queremos construir uma ponte de relacionamento com vocês. Se não querem participar, não participem. Mas se quiserem, venham com vontade e não fiquem bufando na nossa frente ou olhando o relógio para ver que hora o encontro termina;

*4º *A catequese não é depósito de crianças e jovens que não tem o que fazer. A catequese é um lugar de aprofundamento dos assuntos de Deus. Eles precisam aprofundar aquilo que já deveriam saber através dos ensinamentos de vocês, pais. Se vocês nunca falam de Deus com seus filhos, não coloquem nas costas dos catequistas esta obrigação;

*5º* Não reclamem do tempo de duração da catequese. Isso nos entristece. A catequese é um processo contínuo. Se for um, dois, três ou quatro anos, isso não importa. Mas se você acha que é demais, não inscreva o seu filho. Vocês são livre para isso.

*6º* Não ensinem vossos filhos a mentir. Estamos carecas de saber que muitos pais, burlam as regras definidas na catequese, não participam de eventos e atividades, pois optam pela chácara, o jogo de futebol, o passeio ou até mesmo a preguiça. Sejam verdadeiros, não mintam e não ajudem os seus filhos a inventarem desculpas para tentar enganar os catequistas.

*7º *Se vocês são espíritas, sejam bons espíritas, mas não queiram ser católicos também. Uma coisa é bem diferente da outra. Não têm como andar junto. Uma religião prega a ressurreição. A outra, prega o oposto, a reencarnação. Ou vocês são católicos ou são espíritas. As duas, não dá para ser.

*8º* Antes de culpar a Igreja disso ou daquilo, fiquem sabendo que Igreja são vocês também. Então, ao invés de ficarem apenas arranjando defeitos, porque vocês não exercitam mais o vosso catolicismo, participando de algum serviço ou pastoral e tentando observar com mais atenção o imenso esforço que muitos leigos fazem?

*9º *O dia da primeira comunhão ou crisma não é formatura. Se vocês estão preocupados com roupa, janta e como será a festa , então vossos propósitos são completamente diferentes dos nossos.

*10º* E último, tratem a catequese da mesma forma que vocês tratam a escola, curso de inglês, escolinha de futebol, informática e as festivas no clube que seus filhos tanto gostam. Não precisam abrir mão de tudo isso por causa da catequese. É só dar a mesma importância. Para nós catequistas, já será bem melhor e nos fará, mais felizes.

Juro para vocês, gostaria de dizer isso, de uma tacada só para muitos pais. Tenho dito, nos últimos anos, não diretamente, mas indiretamente e em doses homeopáticas.

Mas todo ano, volto a sentir as mesmas coisas. São sentimentos que me acompanham e que me perturbam, pois eu gosto demais da catequese.

Se nada disso me afetasse, por certo, alguma coisa estaria errada na minha relação com as coisas de Deus. Não há quem não reclame, parece unânime. Se catequese não anda melhor por causa do desinteresse dos pais, precisamos fazer alguma coisa urgentemente.

Quanto a mim, não dêem bola, meus amigos catequistas, eu sou assim mesmo. Estou apenas pensando em voz alta. E nada melhor do que desabafar com vocês através destes textos.

Alberto Meneguzzi

Medianeira da eternidade

Maria, e somente ela, é o limite entre a natureza criada e a incriada.

Todos os que conhecem Deus devem saber que a Virgem mãe serviu de abrigo Àquele que nada pode conter, e todos os que sabem louvar a Deus, a louvarão após Deus.

Ele é a causa de tudo o que a precedeu, ela preside a tudo o que vem depois dela, ela é a medianeira da eternidade.

São Gregório Palamas
Monge ortodoxo 1296-1359

Julgamento

Tema o julgamento de Deus, não o dos homens.

Padre Pio de Pietrelcina

13 de novembro de 2007

Paz profunda e cheia de amor

Existem muitos graus de humildade. Há quem seja obediente e se censure a si mesmo em todas as coisas; isso é humildade. Há também quem se arrependa dos seus pecados e se considere um miserável diante de Deus; e também isso é humildade. Outra, porém, é a humildade de quem conheceu o Senhor pelo Espírito Santo: o seu conhecimento e os seus gostos são diferentes.

Quando a alma compreende, no Espírito Santo, como o Senhor é manso e humilde, humilha-se a si mesma até ao fim. Esta humildade é bem peculiar, e impossível de descrever. Se os homens quisessem saber, por meio do Espírito Santo, que Senhor é o nosso, mudariam por completo: os ricos desprezariam as suas riquezas; os sábios, a sua ciência; os governantes, o poder e o prestígio de que dispõem. Todos viveriam numa paz profunda e cheia de amor e reinaria na terra uma grande alegria.

São Siluane (1866-1938),
monge ortodoxo

12 de novembro de 2007

Deus nos manifestou o Seu amor e a Sua verdade

“Todos os caminhos do Senhor são graça e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos” (Sl 24, 10). O que este salmo diz acerca do amor e da verdade é da maior importância. […] Fala do amor, porque Deus não olha aos nossos méritos, mas à sua bondade, a fim de nos perdoar os nossos pecados e de nos prometer a vida eterna. E fala igualmente da verdade, porque Deus nunca falta às suas promessas. Reconheçamos este modelo divino e imitemos a Deus, que nos manifestou o Seu amor e a Sua verdade. […] Tal como Ele, realizemos neste mundo obras cheias de amor e de verdade. Sejamos bons para com os fracos, os pobres, e mesmo para com os nossos inimigos.

Vivamos na verdade evitando fazer o mal. Não multipliquemos os pecados, porque aquele que presume da bondade de Deus está a permitir que nele se introduza a vontade de tornar Deus injusto. Imagina esse que, mesmo que se obstine nos seus pecados e se recuse a arrepender-se deles, Deus lhe há-de conceder um lugar entre os seus fiéis servidores. Mas seria justo Deus colocar-te no mesmo lugar que aqueles que renunciaram aos seus pecados, quando tu perseveras nos teus? […] Por que pretendes, então, dobrá-lo à tua vontade? Sê tu a submeter-te à Sua.

A este propósito diz justamente o salmista: “Quem procurará a misericórdia e a verdade do Senhor junto Dele?” (Sl 60, 8). […] E por que dirá “junto Dele”? Porque são muitos os que procuram instruir-se acerca do amor do Senhor e da Sua verdade nos Livros sagrados. Porém, uma vez aí chegados, vivem para si próprios e não para Ele. Procuram os seus próprios interesses, e não os interesses de Jesus Cristo. Apregoam o amor e a verdade, mas não os praticam. Já aquele que ama a Deus e a Cristo, quando prega a verdade e o amor divinos, é para Deus que os procura, e não no seu próprio interesse. Não prega para daí retirar vantagens materiais, mas para o bem dos membros de Cristo, ou seja, dos seus fiéis. Distribui-lhes aquilo que aprendeu em espírito de verdade, de tal maneira que “os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Cor 5, 15). “Quem procurará a misericórdia e a verdade do Senhor?”

Santo Agostinho (354-430),
bispo de Hipona (norte de África) e doutor da Igreja
Discursos sobre os Salmos, Sl 60, 9

Os caminhos da vida

Encaminhavam-se três viajantes para um país longínquo, em busca de honras e fortunas. Por algum tempo andaram juntos, consultando o mesmo roteiro, comendo do mesmo pão e dormindo sob a mesma tenda.

Apesar de ser o rumo determinado com relativa facilidade pelas constelações, começaram eles a preocupar-se com os acidentes do terreno, e bem cedo suas opiniões se dividiram. Por esse tempo, atravessavam uma vasta zona deserta, e sentiram-se aflitos ao ver quase terminada a provisão de água. Temendo as torturas da sede, depois de acalorada discussão resolveram separar-se, tomando cada um os caminhos que lhes pareciam mais razoáveis.

O primeiro, desprezando o mapa que levavam, saiu sozinho pelo areal ardente, ansioso por achar uma fonte e depois o país remoto. Andou dias e dias, até se esgotarem todos os recursos para a longa viagem. Em meio de sua angústia, entreviu ao longe um córrego de águas cristalinas. Correu para ele, fazendo os derradeiros esforços para chegar à margem. Mas tombou moribundo e sem esperanças, quando verificou que a corrente era apenas uma enganadora miragem.

O segundo viajante também desprezou o roteiro e seguiu o rumo aconselhado por outros, antes da partida. Mas esses eram homens que jamais quiseram arriscar-se a empreender a perigosa jornada. Após alguns dias de inauditas canseiras, viu, à distância, o que lhe pareceu um lago. Estugou o passo até chegar à margem, e exultou de alegria ao ver que tinha água fresca à disposição. Mas em seguida sofreu decepção amarga, ao provar da água e verificar que era salgada. Tinha diante de si apenas um braço de mar, avançando por solitárias regiões. Ali mesmo expirou exânime o louco aventureiro.

Mas o terceiro caminhante agiu de outro modo. Assentado na areia, poupando as forças, examinou detidamente o roteiro e orientou-se pelas estrelas. Foi-lhe fácil, afinal, acertar com uma quase apagada vereda. Alcançou breve um delicioso oásis, onde descansou, comeu frutos e bebeu água fresca e límpida. Uma caravana que passava levou-o seguramente à terra desejada, e aí encontrou muito mais do que havia sonhado em honras e riqueza.

Um velho contou esta história a um grupo de jovens, que o escutava atentamente, e acrescentou: Meus filhos, o roteiro que nos ensina o caminho para o país longínquo é a Palavra de Deus Nosso Senhor.

O primeiro viajante é o homem que, desprezando os ensinamentos sagrados, deixando de olhar para o alto e preocupando-se apenas com os interesses mundanos, se dirige tão somente com a fraca luz de sua inteligência. No final da vida, verifica que perseguiu miragens enganadoras, e já não tem mais forças nem tempo para retroceder.

O segundo viajante é o que espera achar o rumo através da filosofia e da opinião dos homens. Segue conselhos, faz esforços bem intencionados, porém tudo em vão, porque seus conselheiros são homens que apenas dizem "fazei assim", mas eles mesmos nunca empreenderam a heróica jornada.

Mas o terceiro viajante é o que lê atentamente a Sagrada Escritura, medita nos seus profundos ensinamentos, olha para o alto e obedece com fidelidade aos divinos preceitos. A despeito de toda a aridez da vida, não tarda a encontrar-se no consolador oásis da fé, e são as virtudes evangélicas que o levam, pela graça divina, à presença de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quereis um conselho? Não desprezeis filhos meus esse roteiro, enquanto fazeis vossa jornada pelo caminho da vida.

Athalicio Pitham,
"Lendas e Alegorias" - Edições Brasília, Porto Alegre, 1945

Fátima é escola de fé

Apraz-me pensar em Fátima como escola de fé com a Virgem Maria por Mestra; lá ergueu Ela a sua cátedra para ensinar aos pequenos Videntes e depois às multidões as verdades eternas e a arte de orar, crer e amar. Na atitude humilde de alunos que necessitam de aprender a lição, confiem-se diariamente, a Mestra tão insigne e Mãe do Cristo total, todos e cada um de vós e os sacerdotes vossos directos colaboradores na condução do rebanho, os consagrados e consagradas que antecipam o Céu na terra e os fiéis leigos que moldam a terra à imagem do Céu.

Bento XVI
aos bispos de Portugal

8 de novembro de 2007

Nada preferir a Cristo

Nosso Senhor Jesus Cristo disse a todos, por várias vezes e dando diversas provas: "Se alguém quiser vir após mim, que renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" e também "Aquele de entre vós que não renunciar a tudo o que tem não pode ser meu discípulo". Parece, pois, exigir a renúncia mais completa... "Onde estiver o teu tesouro, diz noutra altura, aí estará o teu coração" (Mt 6,21). Portanto, se reservarmos para nós bens terrestres ou qualquer provisão fugaz, o nosso espírito permance ali atolado como que na lama. É então inevitável que a nossa alma fique incapaz de contemplar Deus e se torne insensível aos desejos dos esplendores do céu e dos bens que nos foram prometidos. Só poderemos obter esses bens se os pedirmos sem cessar, com um desejo ardente que, de resto, nos tornará leve o esforço para os atingir.

Renunciar a nós mesmos é, pois, soltar os laços que nos prendem a esta vida terrestre e passageira, libertar-nos das contingências humanas, a fim de sermos mais capaz de caminhar na via que conduz a Deus. É libertar-nos dos entraves a fim de possuir e usar bens que são "muito mais preciosos do que o ouro e a prata" (Sl 18,11). E, para dizer tudo, renunciar a nós mesmos é transportar o coração humano para a vida no céu, de tal forma que possamos dizer: "A nossa pátria está nos céus" (Fl 3,20). E, sobretudo, é começar a tornar-nos semelhantes a Cristo, que se fez pobre por nós, ele que era rico (2 Co 8,9). Devemos assemelhar-nos a ele se quisermos viver conforme o Evangelho.

S. Basílio (c. 330-379),
monge bispo de Cesareia na Capadócia, doutor da Igreja

Grandes Regras Monásticas; questão 8

Acabando com todas as divisões

Nossa fé em Cristo exige que nos comprometamos em uma união efetiva, sacramental, entre os membros da Igreja, acabando com todas as divisões.

Papa Bento XVI
Sobre a superação da divisão entre os cristãos do Oriente (em sua maioria ortodoxos), e do ocidente.

Para que quem está dividido possa unir-se

A Igreja não existe para que os que estiveram reunidos se dividam, mas para que quem está dividido possa unir-se.

São João Crisóstomo

5 de novembro de 2007

Imitar a generosidade de Deus

Não há nada em que o homem seja tão parecido com Deus como na capacidade de fazer o bem; e, mesmo tendo nós essa capacidade numa medida completamente diferente da de Deus, façamos pelo menos tudo o que podemos. Deus criou o homem e reergueu-o depois da queda. Não desprezes, pois, aquele que caiu na miséria. Comovido pelo enorme sofrimento do homem, deu-lhe a Lei e os profetas, depois de lhe ter dado a lei não escrita da natureza. Teve o cuidado de nos conduzir, de nos aconselhar, de nos corrigir. Finalmente, deu-Se a Si mesmo em resgate pela vida do mundo. […]

Quando navegas de vento em popa, estende a mão aos que naufragam. Quando tens saúde e vives na abundância, socorre os infelizes. Não esperes aprender à tua custa o mal que é o egoísmo e como é bom abrir o coração àqueles que têm necessidade. Presta atenção porque a mão de Deus corrige os presunçosos que se esquecem dos pobres. Aprende com os males dos outros e prodigaliza ao indigente o auxílio que estiver ao teu alcance, por pequeno que seja. Para ele, a quem tudo falta, será alguma coisa.

Como o será para Deus, se tiveres feito tudo o que podes. Que a tua disponibilidade para dar aumente a insignificância do dom. E, se nada tens, oferece-lhe as tuas lágrimas. A piedade que brota do coração é um grande reconforto para o infeliz, e a compaixão sincera adoça a amargura do sofrimento.

São Gregório de Nazianzo (330-390),
Bispo, doutor da Igreja

Sobre o amor aos pobres, 27-28

Cardeal convida a rezar o Terço

«Em qualquer momento disponível», assinala Dom Eusébio Scheid

RIO DE JANEIRO, segunda-feira, 5 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao convidar os fiéis católicos a rezarem o Terço diariamente, «em família, em pequenos círculos, durante seus trajetos, ou em qualquer momento disponível», o cardeal do Rio de Janeiro destaca: «felizes aqueles que rezam o Terço».

Em mensagem aos fiéis difundida pelo site de sua arquidiocese, Dom Eusébio Scheid explica que o Santo Rosário «nos permite percorrer os grandes momentos da obra salvífica de Cristo, acompanhados por nossa Mãe Maria, de quem tomamos o exemplo de “guardar todas estas coisas no coração”».

«Além de ter como centro os Mistérios de Cristo, em conexão com a Trindade Santa e a vida de Nossa Senhora, o Rosário torna presentes as circunstâncias de nossa existência: alegrias, esperanças, angústias, inspirações, bem como dores e decepções.»

Dom Eusébio recorda que o Rosário é composto de quatro blocos de Mistérios, conforme o acréscimo, feito pelo Papa João Paulo II, com a edição da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae.

«Os Mistérios de Esperança, também chamados Mistérios Gozosos, abrem o Rosário com o anúncio da Encarnação de Jesus, profetizada durante milhares de anos, ao longo da Antiga Aliança: “Céus, gotejem lá de cima, e as nuvens chovam a justiça; que a terra se abra e produza a salvação, e junto com ela brote a justiça” (Is 45,8).

Segundo explica o arcebispo do Rio de Janeiro, «logo depois de Nossa Senhora ter concebido, por obra do Espírito Santo, a presença do Cristo Jesus suscita nela o impulso de visitar sua prima Isabel». Esta «saúda-a, com devotamento, como “Mãe do meu Senhor”».

Medita-se, em seguida, sobre «a grande alegria da noite de Natal, porque nasceu para nós um Salvador, como fora anunciado aos pastores. E essa alegria se transmite a todos os lares em que reine a paz.»

Já a respeito da apresentação de Jesus ao templo, Dom Eusébio afirma que «naquele oferecimento ao Pai, cumpriu-se a profecia do Salmo: “Eis que venho para fazer vossa vontade, meu Deus. É o que me agrada” (Sl 39[40],8-9)».

Ao destacar os Mistérios Dolorosos, Dom Eusébio explica que eles «meditam sobre a tristeza, a angústia, o sofrimento e a própria morte, realidades presentes na vida de cada ser humano. Sobre tudo isso o Rosário projeta a luz da Páscoa de Cristo».

Na agonia do Horto das Oliveiras, no caminho do Calvário e na Cruz «está o nosso Irmão e Salvador, Aquele que nos amou primeiro, quando éramos ainda pecadores, e que continua a amar-nos (cf. Rm 5,8)».

Os próximos Mistérios – prossegue o arcebispo do Rio de Janeiro – foram acrescentados por iniciativa do Papa João Paulo II - os Mistérios da Iluminação.

«Eles espargem a luz do Cristo sobre aquelas áreas de nossa vida que ainda se encontram em trevas.»

Contempla-se Jesus sendo batizado; em Caná da Galiléia «vamos encontrar Nossa Senhora, ajudando um neo-casal em dificuldades».

«Nos nossos dias, a família é um dos maiores problemas», afirma o arcebispo. «Mas Nossa Senhora está presente, atenta e cuidadosa, basta que a invoquemos».

Encontra-se ainda «o Cristo pregando o Evangelho, depois de quase 30 anos de silêncio, em Nazaré. Diante do Mistério da exaltação no Monte Tabor – o Cristo que se transfigura – aprendemos a descobrir o seu Rosto nos nossos irmãos e irmãs, tantas vezes sofredores, angustiados, desanimados, desfigurados».

Chega-se então à Última Ceia, na qual Jesus institui a Eucaristia. «Nesse Mistério devemos, sempre, deter-nos com especial atenção – destaca Dom Eusébio –, porque a Eucaristia é o Cristo presente, vivo e glorioso».

Fortalecidos pela Eucaristia, explica o cardeal Scheid, «podemos viver o presente com os olhos voltados para o nosso fim último, que contemplamos nos Mistérios Gloriosos». Estes apontam para nosso destino escatológico, que iremos enfrentar com a morte.

«Mas, como afirma São Paulo: “Nem a morte, nem a vida, nem qualquer outra criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,38-39).»

«No momento final, é que mais precisamos da força de Cristo. Ele foi aos céus para nos preparar um lugar, como Ele próprio afirmou. E para lá nos conduzirá, para que desfrutemos da contemplação da sua Face, na companhia de Maria, nossa Mãe, e da multidão dos santos e santas que nos antecederam e nos esperam», afirma o arcebispo.

4 de novembro de 2007

O Milagre da Virgem

É difícil perseverar na justiça, por causa da corrupção do mundo. O mundo está, atualmente, tão corrompido, que é quase necessário que os corações religiosos sejam manchados, se não pela lama, ao menos pela poeira dessa corrupção; de modo que se pode considerar um milagre o fato de uma pessoa manter-se firme no meio dessa torrente impetuosa sem que o turbilhão a arraste; no meio desse mar tempestuoso sem que o furor das ondas a submerja ou a pilhem os piratas e corsários; no meio desse ar empestado sem que os miasmas a contaminem. É a Virgem, a única fiel, na qual a serpente não teve parte jamais, que se faz este milagre em favor daqueles e daquelas que a servem da mais bela maneira.

São Luís Grignon de Montfort
Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria

Chamados a ser santos

Queridos irmãos e irmãs:

Nesta solenidade de Todos os Santos, nosso coração, ultrapassando os confins do tempo e do espaço, se amplia para as dimensões do Céu. No início do cristianismo, os membros da Igreja também eram chamados «os santos». Na Primeira Carta aos Coríntios, por exemplo, São Paulo escreve «aos santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos, com todos que em qualquer lugar invocam o nome de Jesus Cristo, Senhor nosso» (1 Coríntios 1,2). O cristão, de fato, já é santo, pois o Batismo lhe une a Jesus e a seu mistério pascal, mas ao mesmo tempo tem que chegar a ser santo, conformando-se com Ele cada vez mais intimamente.

Às vezes se pensa que a santidade é um privilégio reservado a alguns poucos eleitos. Na realidade, chegar a ser santo é a tarefa de cada cristão, mais ainda, poderíamos dizer, de cada homem!

Escreve o apóstolo que Deus nos abençoou desde sempre e nos elegeu em Cristo «para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença, no amor» (Efésios 1, 3-4). Todos os seres humanos são chamados à santidade que, em última instância, consiste em viver como filhos de Deus, nessa «semelhança» a Ele, segundo a qual, foram criados.

Todos os seres humanos são filhos de Deus, e todos têm que chegar a ser o que são, através do caminho exigente da liberdade. Deus convida a todos a tomarem parte de seu povo santo. O «Caminho» é Cristo, o Filho, o Santo de Deus: ninguém pode chegar ao Pai senão por Ele (Cf. João 14, 6).

Sabiamente a Igreja estabeleceu a imediata sucessão da festa de Todos os Santos com a da comemoração de todos os fiéis defuntos. A nossa oração de louvor a Deus e de veneração aos espíritos bem-aventurados, que nos apresenta hoje a liturgia como «uma multidão imensa, que ninguém poderia contar, de toda nação, raças, povos e línguas» (Apocalipse 7, 9), se une à oração de sufrágio por aqueles que nos precederam na passagem deste mundo à vida eterna. A eles dedicaremos de maneira especial amanhã nossa oração e por eles celebraremos o sacrifício eucarístico. Em verdade, cada dia, a Igreja nos convida a rezar por eles, oferecendo também os sofrimentos e os cansaços cotidianos para que, completamente purificados, possam gozar para sempre da luz e a paz do Senhor.

No centro da assembléia dos santos, resplandece a virgem Maria, «humilde e a mais alta criatura» (Dante, «Paraíso», XXXII, 2). Ao dar-lhe a mão, nos sentimos animados a caminhar com mais impulso pelo caminho da santidade. A ela dirigimos nosso compromisso cotidiano e lhe encomendamos hoje nossos queridos falecidos, com a íntima esperança de voltarmos a nos encontrar um dia, todos juntos, na comunhão gloriosa dos santos.

Bento XVI
Intervenção no Ângelus da solenidade de Todos os Santos
1 de novembro de 2007

O quanto valemos?

Nós valemos o preço da vida de um Deus!

31 de outubro de 2007

Ó Rosário bendito de Maria

Ó Rosário bendito de Maria,
doce cadeia que nos prende a Deus,
vínculo de amor que nos une aos Anjos,
torre de salvação contra os assaltos do inferno,
porto seguro no naufrágio universal,
não te deixaremos jamais.

Serás o nosso conforto na hora da agonia.
Seja para ti o último beijo da vida que se apaga,
e a última palavra dos nossos lábios
há de ser o teu nome suave,
ó Rainha do Rosário de Pompéia,
ó nossa Mãe querida,
ó Refúgio dos pecadores,
ó Soberana consoladora dos tristes.

Sê bendita em todo lugar,
hoje e sempre,
na terra e no céu.

João Paulo II
Carta Apostólica Rosarium Virginis Marie

30 de outubro de 2007

Feroz perseguição religiosa

No dia 28 de Outubro próximo, no Vaticano serão beatificados 498 mártires da feroz perseguição religiosa, que explodiu na Espanha depois de 1931 e especialmente entre 1934 e 1936. Uma cerimônia de massa de tais proporções não tem precedente. João Paulo II começara beatificando, em 1987, três freiras carmelitas que tinham sido cruelmente massacradas pelas ruas de Madri. Depois, Papa Wojtyla celebrou outras onze cerimônias de beatificação num total de 465 mártires espanhóis. Domingo próximo serão declarados beatos 2 Bispos, 24 Padres, 462 religiosos e religiosas, 2 diáconos, 1 seminarista e 7 leigos, todos vítimas daquela perseguição. Será a, ocasião de conhecer uma das mais sanguinárias tempestades anticristãs desencadeadas na Europa em nosso tempo, por obra dos revolucionários republicanos (uma mistura de comunismo, socialismo, anarquia e laicismo). “Jamais na história da Europa, e talvez na do mundo”, escreveu Hugh Thomas, “se havia visto um ódio tão encarniçado à religião e a seus homens”. Igrejas e conventos (com uma quantidade de obras de arte) foram queimados e destruídos. Em poucos meses, foram mortos 13 Bispos, 4.184 sacerdotes e seminaristas, 2.365 religiosos, 283 freiras, e um número incalculável de simples cristãos, cuja única culpa era ter um crucifixo no pescoço, ou ter um terço no bolso, ou por ter ido à Missa, ou por ter escondido um padre, ou por ser mãe de um sacerdote, como aconteceu com uma senhora, que, por isso, foi sufocada com um crucifixo enfiado na garganta.

Muitos Bispos ou sacerdotes teriam podido fugir, mas ficaram em seu posto, mesmo sabendo o que lhes esperava, para não abandonar seus fiéis. Não impressiona apenas a sanha com que se enfureceram sobre as vítimas inermes e inofensivas (por exemplo, houve quem foi amarrado a um cadáver e largado assim, ao sol, até sua decomposição, vivo, com o morto).

Mas impressiona ainda mais a vontade de obter das vítimas a renegação da fé, ou a profanação dos sacramentos, ou horríveis sacrilégios. Há nisso, algo sobre que não se refletiu suficientemente. Dou alguns exemplos. Os revolucionários decidiram que o pároco de Torrijos, que se chamava Liberio Gonzales Nonvela, dada a sua ardente fé devesse morrer como Jesus. Assim, ele foi desnudado e chicoteado de modo bestial. Depois, se começou a crucificação, a coroação de espinhos, fizeram-lhe beber vinagre, afinal, o mataram com um disparo, enquanto ele abençoava os seus carrascos. Mas é significativo que estes, precedentemente, lhe haviam dito: “Blasfema e te perdoaremos”. O sacerdote, esgotado pelas sevícias, respondeu que era ele que os perdoava e os bendizia. Mas deve ser sublinhada a vontade de arrancar dele uma traição da Fé. Também de outros sacerdotes pretendiam a profanação dos sacramentos. Ou de freiras que violentaram. Que sentido podia haver, do ponto de vista político, per exemplo, a exumação dos corpos de freiras em decomposição, expostas em praça pública para ridicularizá-las? Não há algo de simplesmente satânico nisso?

E o jovem Juan Duarte Martin, diácono de vinte e quatro anos, torturado com agulhas em todo os eu corpo, e, através deles, com terríveis descargas elétricas? Pretendiam fazê-lo blasfemar e gritar “Viva o comunismo!”, enquanto ele gritou até o fim “Viva Cristo Rei!”. O molharam com gasolina e lhe puseram fogo. Aqui não estamos apenas em presença de um louco objetivo político de fazer desaparecer a Igreja. Há algo mais. Definir a natureza e a verdadeira identidade deste horror foi tentado por Richard Wurmbrand, um romeno de origem hebraica que na juventude militou entre os comunistas, em 1935, ele se tornou cristão e pastor evangélico, depois sofreu 14 anos de perseguição, muitos dos quais no Gulag do regime comunista de Ceausescu.

Também ele notara – nos lager do Leste – esse obscuro objetivo na perseguição religiosa. Em um livro seu, escreveu: “Pode-se entender que os comunistas detivessem padres e pastores, porque os consideravam contra revolucionários. Mas por que os padres eram constrangidos pelos marxistas, na prisão romena de Piteshti, a dizer Missa sobre o esterco e a urina? Por que os cristãos eram torturados fazendo-os receber a Comunhão usando essas matérias come elementos?”. Não era somente “deboche obsceno”. Ao sacerdote Roman Braga “arrancaram-lhe os dentes, um a um, com uma verga de ferro”, para fazê-lo blasfemar. Seus torturadores diziam-lhe: “Se os matarmos, vocês cristãos irão ao paraíso. Mas nós não queremos que vocês recebam a coroa do martírio. Vocês devem antes blasfemar contra Deus, e depois irem para o inferno”. A um prisioneiro cristão do cárcere de Piteshti, conta Wurmbrand, os comunistas todo dia repetiam de modo blasfemo o rito do Batismo imergindo-lhe a cabeça no “vaso” onde todos deixavam seus excrementos e obrigavam naqueles minutos os outros prisioneiros cantarem o ritual batismal. Outros cristãos “eram golpeados até enlouquecerem para obrigá-los a se ajoelharem diante de uma imagem de blasfema de Cristo”.

Pergunta-se Wurmbrand, “que tem isso que ver com o socialismo e com o bem estar do proletariado? Não são estas coisas simples pretextos para organizar orgias e blasfêmias satânicas? Supõe-se que os marxistas sejam ateus que não crêem no Paraíso e no Inferno. Nessas extremas circunstâncias o marxismo se tirou a máscara atéia revelando o próprio verdadeiro rosto, que é satanismo”.

Com efeito, o livro de Wurmbrand se intitula “Was Karl Marx a satanist?” (Era Karl Marx um satanista?) e foi traduzido para o italiano pela “Editora Homens Novos” com o título “A Outra face de Karl Marx”. O autor se lança, indagando nos escritos juvenis de Marx e nas suas vicissitudes biográficas, até a considerar que ele tivesse trato com seitas satanistas. Por outro lado, no fervilhar de seitas e sociedades esotéricas de meados do século XIX, são tantas as personalidades que tiveram estranhas contatos. E sobre Marx também outros autores levantaram hipóteses do mesmo gênero. Wurmbrand sustenta sobretudo que a filantropia socialista não era a verdadeira inspiração de Marx, mas apenas o disfarce, o pretexto de sua verdadeira motivação que era a guerra contra Deus. Realizada depois em larga escala com a Revolução de Outubro e com o que se seguiu (nos regimes comunistas: fatos, correntes, episódios e personagens que vão naquela direção são claros).

Sobre o satanismo não me pronunciarei, mas os efeitos satânicos da experiência marxista (planetária) estão sob os olhos de todos mesmo que sejam removidos clamorosamente da reflexão pública: o mais colossal e feroz massacre de seres humanos que a história lembra, e a mais vasta guerra ao cristianismo destes dois mil anos. Como acontece ouvir, em ambientes católicos, julgamentos indulgentes sobre os “ideais dos comunistas”, que teriam sido traídos na pratica ou mal traduzidos, chegou a hora de definir, de uma vez por todas, a natureza satânica da ideologia em si, e de tudo aquilo que aconteceu. Visto que um grande filósofo como Augusto Del Noce, há anos, demonstrou quanto o ateísmo é fundamental no marxismo e de nenhum modo marginal ou facultativo. A tragédia espanhola, sobre a qual o povo cristão não sabe quase nada (e que foi perpetrada também por outras forças revolucionárias e laicas) deveria fazer refletir se não por outra razão, pelas proporções daquele martírio.

Antonio Socci. Da “Libero”, 21 de Outubro de 2007
http://www.antoniosocci.it/Socci/index.cfm


Traduzido pela Associação Montfort

Uma dura lição por nossas infidelidades

“Nos encontramos em uma situação de extrema gravidade como muito poucas em nossa história. Um governo eleito democraticamente há sete anos perdeu seu rumo democrático e apresenta lampejos de ditadura, onde todos os poderes estão praticamente nas mãos de uma só pessoa que os exerce arbitrária e despoticamente, não para procurar o bem maior da nação, mas para um torcido e anacrônico projeto político: o de implantar na Venezuela um regime desastroso como o que Fidel Castro, a custa de tantas vidas humanas e do progresso de sua nação, impôs a Cuba.”

“Nosso Senhor Jesus Cristo quis dar-nos uma dura lição por nossas infidelidades, por não termos sabido aproveitar os dons que nos deu de uma natureza tão fértil e rica, de um povo inteligente, trabalhador e generoso, e por não termos ajudado devidamente os mais necessitados e não termos vivido limpamente nossa fé cristã.”

“Ante a triste situação que vivemos e ante o perigo de que, se o povo venezuelano não tomar consciência de sua gravidade, e não se pronunciar categoricamente a favor da democracia e da liberdade, nos encontraremos submetidos a uma ditadura de tipo marxista, vamos pedir, todos unidos, à Divina Pastora: ‘Virgem Santíssima, que em nossa história manifestaste muitas vezes tua benevolência e carinho por este povo, te pedimos que não nos abandones neste momento! Apoia-nos, doce Divina Pastora, a aprender a lição e dá-nos a todos a clareza da mente para conhecer e evitar o perigo, e a força para superar democraticamente este momento difícil’.”

Cardeal Rosario Castillo Lara
Homilia em Barquisimeto
14 de janeiro de 2006
dia da Divina Pastora