10 de julho de 2007

Confiança no coração dos jovens

Virgem Santíssima que, sem hesitar,
ofereceste a ti mesma ao Onipotente,
para a realização do seu projeto de salvação,
infunde confiança no coração dos jovens
para que haja sempre pastores zelosos
que guiem o povo cristão pelo caminho da vida,
e almas consagradas que saibam testemunhar
na castidade, na pobreza e na obediência,
a presença libertadora de teu Filho Ressuscitado.

João Paulo II
Mensagem para o 38º Dia de oração pelas vocações,
6 maio 2001

9 de julho de 2007

Uma pessoa, uma consciência

O leigo que é simultaneamente fiel e cidadão deve sempre se guiar em ambas as ordens por uma única consciência cristã.

Apostolicam Actuositatem
Concílio Vaticano II

A casa de Deus

Que terrível é este lugar! Aqui é a casa de Deus, aqui é a porta do céu.

Jacó
Livro de Gênesis 28,10-22

8 de julho de 2007

Batismo no Espírito Santo

É uma prática que tem origem nos protestantes anabatistas, que consideram inválido o batismo de outras igrejas cristãs, e rebatizam quem nelas ingressa. No pentecostalismo americano, surgiu o tal do "batismo no Espírito", que seria a versão herética do sacramento da confirmação.

Nessas seitas, quem não é "batizado no Espírito" ainda não é considerado membro ativo. Foi exatamente dessas igrejas que o pentecostalismo entrou na igreja católica, levando consigo essas práticas.

Na RCC, quem não é "batizado no Espírito" não é considerado "graduado", ainda não tem os seus "dons". Se alguém participa vários anos da RCC e nunca foi "batizado no Espírito" é porque tem o coração fechado a Deus.

Apesar de diversos pronunciamentos de bispos e até do Papa sobre o tema, proibindo essa terminologia, o uso continua corrente. O problema que vejo no entanto não é de terminologia, mas de copiar um ritual de rebatismo importado do protestantismo.

E isso não é um aspecto secundário, mas está na base de tudo que é a RCC. Toda a idéia do movimento é fazer com que cada católico do mundo seja "batizado no Espírito". Toda a teologia do movimento está centrada nos efeitos que o "batismo no Espírito" tem na vida da pessoa.

Os padres, bispos, teólogos, que participam do movimento falam o tempo todo que "não é um novo batismo", é um "reavivamento do Espírito Santo dentro da pessoa" (no sentido de que a pessoa se torna mais consciente da presença e ação do E.S.), mas é tudo uma tentativa de dar uma roupagem católica a uma prática em essência anti-católica (originada em quem nega o batismo católico).

Por isso creio que é impossível conciliar essa prática com a doutrina católica.

Carlos H. Correia

6 de julho de 2007

O Estado é laico, mas a sociedade não é

Não queremos voltar a um Estado religioso nem a um Estado que mande na Igreja. Mas que se entenda bem a laicidade do Estado. Ela não pode ser pretexto para que sejam suprimidas as liberdades religiosas, a liberdade de consciência, a liberdade de expressão. Que, a pretexto de laicidade do Estado, quem de alguma forma professa fé religiosa, seja ela qual for, seja considerado um cidadão de segunda categoria e por isso tenha de ficar quieto e não se manifeste. A Constituição brasileira diz que o Estado não tem uma religião. Portanto, ele não privilegia uma religião, mas respeita as propostas e as idéias religiosas dos cidadãos. O Estado é laico, mas a sociedade não é. A grande maioria dos brasileiros professa uma fé religiosa. Não se deve confundir Estado com sociedade. Me parece que no Brasil se pretende que o Estado substitua a sociedade. Essa discussão tem de ser mais bem colocada.

Dom Odilo Scherer
arcebispo de São Paulo

Laico:

adjetivo e substantivo masculino
1 que ou aquele que não pertence ao clero nem a uma ordem religiosa; leigo
Ex.: um membro l. da congregação; um l. no meio do clero
2 que ou aquele que é hostil à influência, ao controle da Igreja e do clero sobre a vida intelectual e moral, sobre as instituições e os serviços públicos
Ex.: é próprio de um espírito l. reverenciar o conhecimento científico; os l. se opõem ao ensino religioso nas escolas públicas

adjetivo
3 que é independente em face do clero e da Igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa
Ex.: educação l.
4 relativo ao mundo profano ou à vida civil
Ex.: moral l.; virtude l.

Dicionário Houaiss

Quem é pecador?

Quem é pecador, senão aquele que recusa ver-se como tal? Não será afundar-se no seu pecado e, a bem dizer, identificar-se com ele, o deixar de se reconhecer pecador? E quem é injusto, senão aquele que se acha justo?

S. Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 30

Deus veio ao homem

Deus veio ao homem para que o homem chegue até Deus.

S. Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 30

5 de julho de 2007

Somente o Infinito pode encher o coração

A verdade é que as coisas finitas podem dar centelhas de alegria, mas somente o Infinito pode encher o coração. Disse-o outro grande convertido, Santo Agostinho: "Criastes-nos para Vós, ó Senhor, e o nosso coração está inquieto, enquanto não descansa em Vós" (Confissões, 1, 1).

Discurso de Bento XVI aos jovens em Assis

4 de julho de 2007

O Vaticano é o testemunho do martírio de Pedro

O Vaticano não é um conjunto de monumentos, por mais preciosos que sejam, nem uma sede de instituições, por mais prestigiosas e influentes que sejam.

É antes de tudo o lugar histórico e espiritual do martírio e do túmulo de Pedro: onde testemunhou com seu sangue essa fé sobre a qual se segue baseando a nossa, unindo-se através do tempo como uma corrente ininterrupta de testemunhos de fé.

Padre Federico Lombardi
porta-voz da Santa Sé

Deus-objeto

Cria-se uma religião de resultados, que solucione todas as crises, cure todas as doenças, resolva todos os problemas. Uma religião-terapia e não uma religião-aliança. Em vez de relacionar-se com Deus, como um amigo íntimo, um companheiro fiel, um pai extremoso, faz-se dele objeto de uso.

Dom Eusébio Scheid

Inclinados para o mal

Quando o homem olha para dentro do próprio coração, descobre-se inclinado também para o mal, e imerso em muitos males, que não podem provir de seu Criador, que é bom. Muitas vezes, recusando reconhecer Deus como seu princípio, perturbou também a devida orientação para o fim último e, ao mesmo tempo, toda a sua ordenação quer para si mesmo, quer para os demais homens e para toda a criação.

Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja no mundo actual « Gaudium et spes », § 13

Lex orandi, lex credendi

O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja.

Carta Encíclica ECCLESIA DE EUCHARISTIA
do Sumo Pontífice João Paulo II

Latim: a língua da Igreja, nossa mãe

A linguagem da Mãe (a Igreja) se torna nossa; aprendemos a falar nela e com ela, de modo que as suas palavras se tornam, pouco a pouco, sobre os nossos lábios, as nossas palavras.
Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI)

Que o antigo uso da Língua Latina seja mantido, e onde houver caído quase em abandono, seja absolutamente restabelecido. – Ninguém por afã de novidade escreva contra o uso da Língua Latina nos sagrados ritos da Liturgia.
(Papa João XXIII, Encíclica Veterum Sapientia)

Se me mandarem falar latim, vou fazer: “Au, au, au!”
(Padre Marcelo Rossi)

O aborto é inseguro para os bebês

"Usar a linguagem como um recurso para influir no moral de uma população é uma técnica que sempre foi empregada com muito sucesso nas guerras ; a propaganda é um instrumento de comprovada eficiência que o nazismo e o comunismo usa com maestria. A esquerda sabe que com uma população de baixos padrões morais é mais fácil fazer prosperar os ideais revolucionários ,por isto não quer centrar o debate sobre o direito de um inocente viver mas sim na segurança das técnicas para provocar a sua morte!"

C. Márcio Ferreira

"Muitos pró-vida estão preocupados por causa do assunto do aborto inseguro, esquecendo-se que não somos contra o aborto porque é inseguro para a mãe, mas sim porque mata o bebê."

Colin Mason

3 de julho de 2007

Aquele a quem Deus chama por seu nome

Temos uma idéia muito redutiva e jurídica de pessoa que gera muita confusão no debate sobre o aborto. É como se uma criança adquirisse a dignidade de pessoa a partir do momento em que esta lhe é reconhecida pelas autoridades humanas. Para a Bíblia, pessoa é aquele que é conhecido por Deus, aquele a quem Deus chama por seu nome; e Deus, nos é assegurado, conhece-nos desde o seio materno, seus olhos nos viam quando éramos ainda embriões no seio de nossa mãe. A ciência nos diz que no embrião existe, em desenvolvimento, todo o homem, projetado em cada mínimo detalhe; a fé acrescenta que não se trata só de um projeto inconsciente da natureza, mas de um projeto de amor do Criador.

Padre Raniero Cantalamessa, ofmcap. -- pregador da Casa Pontifícia

2 de julho de 2007

Pecados que clamam ao céu

A tradição catequética lembra também que existem "pecados que bradam ao céu".

Bradam ao céu:

  • o sangue de Abel,
  • o pecado dos sodomitas;
  • o clamor do povo oprimido no Egito;
  • a queixa do estrangeiro, da viúva e do órfão;
  • a injustiça contra o assalariado.
Catecismo da Igreja Católica §1867

Diálogo com os que negam a Deus

O diálogo com os que negam a Deus é contrário ao espírito do Evangelho.

Todos os padres que defendem a possibilidade de um diálogo com os marxistas perderam a cabeça, perderam a fé.

Embora afirmem o contrário, eu lhes asseguro de Deus não pensa assim.

São padre Pio
Olívio Cesca, PADRE PIO - O santo do terceiro milênio, Ed. Myrian.

Bem-aventurada pobreza

Bem-aventurada pobreza, que prodigaliza riquezas eternas aos que a amam e a abraçam! Santa pobreza – a quantos a possuem e a desejam, promete Deus seguramente o Reino dos céus, a glória eterna e a vida feliz. Querida pobreza, que o Senhor Jesus Cristo Se dignou preferir a tudo o resto, Ele que reinava e reina sobre o céu e a terra, Ele que “falou e as coisas existiram” (Sl 32, 9).

Santa Clara (1193-1252), monja franciscana
I Carta a Inês de Praga, § 15-23

27 de junho de 2007

Seremos reconhecidos pelos nossos frutos

"Ninguém peca se professar a fé; ninguém odeia se professar a caridade."

Esforçai-vos por vos reunirdes com mais freqüência e por dardes ações de graças e louvores a Deus. Pois, quando vos reunis com freqüência, o poder de Satanás é abatido e as suas obras de ruína destruídas pela unanimidade da vossa fé. Nada ultrapassa a paz, que triunfa de todos os assaltos que nos fazem as potências celestiais e terrestres.

Nada disso vos está oculto, se dais a Jesus Cristo uma fé e um amor perfeitos, que são o começo e o fim da vida: o começo é a fé e o fim a caridade. Deus é as duas reunidas. Todas as outras virtudes que conduzem à perfeição decorrem destas duas primeiras. Ninguém peca se professar a fé; ninguém odeia se professar a caridade. “As árvores conhecem-se pelos seus frutos”; assim também, será pelas suas obras que se reconhecerão aqueles que fazem profissão de ser de Cristo. Porque a obra que hoje se nos pede não é uma simples profissão de fé, mas a prática da fé até ao fim.

Mais vale calar-se e ser do que falar sem ser. É bom ensinar, se aquele que ensina age. Temos um único mestre, aquele que “disse e todas as coisas foram feitas” (Sl 32, 9); até as obras que fez no silêncio são dignas de seu Pai. Aquele que compreende verdadeiramente a palavra de Jesus também pode compreender o seu silêncio; e então será perfeito: agirá pela sua palavra e dar-se-á a conhecer pelo seu silêncio. Nada está oculto ao Senhor; até os nossos segredos lhe são conhecidos. Façamos, pois, tudo com o pensamento de que Ele permanece em nós; seremos assim templos seus, e Ele será em nós o nosso Deus.

Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110), bispo e mártir
Carta aos Efésios, 13-15

O patrimônio da Igreja

A grande maioria do patrimônio da Igreja Católica está nos imóveis como igrejas (templos), templos esses espalhados nas cidades pequenas e grandes em todo mundo, nos seminários para formação de padres, nas casas religiosas, nas obras de assistência aos pobres, milhares e milhares pelo mundo afora. A igreja da sua paróquia é do padre? Ele pode vendê-la quando bem entender? Claro que não! A igreja é do povo da paróquia, o conjunto das igrejas (templos) de uma diocese e outros imóveis como salões e casas paroquiais, é administrado pela própria diocese, mas não que o bispo possa dispor desses bens imóveis ao seu bel prazer ou usá-los em proveito próprio. Jamais.

Obras como a Fazenda da Esperança, hoje em evidência devido à visita do Papa, com muitas terras e boas construções – onde se recuperam milhares de jovens anualmente, constituem uma riqueza, mas frei Hans, seu fundador, não pode dispor dela e fazer o que bem quer. Estes bens existem para a recuperação de filhos de Deus que perderam sua dignidade.

E o Vaticano, com seu ouro, suas jóias? Esta conversa é mesmo de quem não conhece a Igreja. O Vaticano tem muitas peças sacras, pinturas e histórias gravadas nas paredes de suas capelas, tapetes e obras literárias. É patrimônio da humanidade. Ali estão, porque ao longo dos séculos pessoas de todas as partes do mundo foram presenteando os pontífices. Sua venda não mataria a fome de nem de 0,001% dos necessitados num curto espaço de tempo. O Estado do Vaticano é o menor país do mundo circundado pela cidade de Roma, do tamanho de uma quadra. O Papa não pode vender aquele pequeno pedaço de terra, ele é dos cristãos.

Pe. Crispim Guimarães
FONTE: http://www.progresso.com.br:80/not_view.php?not_id=30165