27 de junho de 2007

Alma não é fantasminha

Descartes foi o sujeito que inventou a idéia de que a alma é um fantasminha que mora em uma máquina (o corpo). O que estes cientistas estão descobrindo é exatamente o que São Tomás já afirmava setecentos anos atrás: que o ser humano não é um fantasminha que mora em uma máquina, sim uma coisa só, uma união substancial (substância é o termo para o que algo é. À pergunta "o que é isso" respondemos com sua substância: "meu carro", "o João", etc.) de corpo e alma. A alma, ensina-nos o Doutor Angélico, é o princípio de coerência do corpo ("forma", em termos metafísicos; nada a ver com formato, sim a ver com o que é ainda expresso em expressões como "transFORMAção"- uma coisa que vira outra, "reFORMA" - uma coisa que volta a ter sua coerência interna, etc.). Assim, tudo o que é função da alma o é também do corpo. As funções vegetativas (crescimento, sustentação da vida), sensitivas (sentidos) e intelectivas são feitas pelo corpo inFORMAdo pela alma, ou seja, são ação de corpo e alma, não só do corpo nem só da alma.

Carlos Ramalhete
http://groups.yahoo.com/group/tradicao-catolica/message/38445

9 de junho de 2007

Não matarás o fruto do ventre por aborto

Desde os seus inícios, o critianismo afirmou a ilicitude moral de todo aborto provocado. A Didaché, texto do século I, atribuído aos Apóstolos, considerado o primeiro catecismo da religião cristã, ensinava: «Não matarás o fruto do ventre por aborto, e não farás perecer a criança já nascida» (Didaché 2,2). Barnabé, o companheiro de Paulo Apóstolo, na Epístola que lhe é atribuída (não incluída nos livros canônicos da Bíblia), também afirma a absoluta ilicitude moral do aborto, o que consta também da conhecida Epístola a Diogneto, um documento cristão do século II. Neste mesmo século, o apologista cristão Atenágoras frisava que os cristãos têm na conta de homicidas as mulheres que utilizam medicamentos para abortar, e condenava os assassinos de crianças, incluindo igualmente no número destas as que vivem no seio materno, «onde elas já são objeto da solicitude da Providência divina».

Essa condenação moral do aborto ganhou forma jurídico-canônica quando os concílios do século III decretaram que quem praticasse o aborto ficaria excomungado. Depois disso, todos os concílios da Igreja católica mantiveram a pena de excomunhão.

Rodrigo R. Pedroso

Nomes e números

Que quer dizer esta expressão: nome de Deus?... No livro do Apocalipse, o adversário de Deus, a Besta, não tem um nome mas um número: 666 (Ap 13,18). A Besta é número e transforma os seres em números. O que isso significa sabemo-lo bem, nós que fizemos a experiência dos campos de concentração; o seu horror vem justamente do fato de apagarem os rostos... Quanto a Deus, Ele tem nomes e chama por um nome. É pessoa e procura a pessoa. Tem um rosto e procura o nosso rosto. Tem um coração e procura o nosso coração. Para Ele, nós não somos funções na grande máquina do mundo, mas são precisamente aqueles que não têm nenhuma função que são os seus. O nome é a possibilidade de ser chamado, é a comunhão.

É por isso que Jesus é o verdadeiro Moisés, o cumprimento da revelação do nome. Não vem trazer-nos, como nome, uma nova palavra; faz mais: é Ele mesmo a face de Deus. É Ele mesmo o nome de Deus; é a própria possibilidade que Deus tem de ser chamado "tu", de ser chamado como pessoa, como coração. O seu nome próprio "Jesus" leva à plenitude o nome misterioso da sarça ardente (Ex 3,14); agora percebe-se claramente que Deus não tinha acabado de falar, que apenas tinha interrompido provisoriamente o seu discurso. Porque o nome de Jesus contém a palavra "Yahvé" na sua forma hebraica e acrescenta-lhe outra coisa: "Deus salva". Yahvé, isto é, "Eu sou aquele que sou" quer agora dizer, compreendido a partir do nome de Jesus: "Eu sou aquele que vos salva". O seu ser é salvação.

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]

6 de junho de 2007

A Igreja condenou a escravidão

Em 1537, o Papa Paulo III publicou a Bula Veritas Ipsa (também chamada Sublimis Deus), condenando a escravidão dos 'índios e as mais gentes'.

Dizia o documento, aqui transcrito em português da época que "com authoridade Apostolica, pello teor das presentes, determinamos, & declaramos, que os ditos Indios, & todas as mais gentes que daqui em diante vierem á noticia dos Christãos, ainda que estejão fóra da Fé de Christo, não estão privados, nem devem sello, de sua liberdade, nem do dominio de seus bens, & que não devem ser reduzidos a servidão".

O totalitarismo nasce da negação da verdade

O totalitarismo nasce da negação da verdade em sentido objetivo: se não existe uma verdade em sentido transcendente, na obediência à qual o Homem adquire a sua plena identidade, então não há qualquer princípio seguro que garanta relações justas entre os homens…se não se reconhece a verdade transcendente, triunfa a força do poder…a raiz do totalitarismo moderno, portanto, deve ser reconhecida na negação da transcendente dignidade da pessoa humana.

João Paulo II (O Esplendor da Verdade)

O homem total

“Espero a Ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir” (Credo)

O cristianismo não promete apenas a salvação da alma, num qualquer além onde desaparecem todos os valores e todas as coisas preciosas deste mundo, como se ele fosse um cenário que tivesse sido construído para desaparecer em seguida. O cristianismo promete a eternidade daquilo que se realizou neste mundo.

Deus conhece e ama este homem total que somos atualmente. É, pois, imortal aquilo que cresce e se desenvolve na nossa vida atual. É no nosso corpo que sofremos e amamos, que esperamos, que experimentamos alegria e tristeza, que progredimos no tempo. Tudo quanto assim cresce na nossa vida atual, tudo isso é imperecível. É imperecível aquilo que nos tornamos no nosso corpo, o que cresceu e amadureceu no coração da nossa vida, em ligação com as coisas deste mundo. É “o homem total”, tal como se encontra situado neste mundo, tal como viveu e sofreu, que será um dia levado para a eternidade de Deus e que terá parte, no próprio Deus, na eternidade. É isso que deve encher-nos de uma alegria profunda.

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]

4 de junho de 2007

Tertuliano e a simplicidade

Desde o ponto de vista humano, pode-se falar sem dúvida do drama de Tertuliano. Com o passar do tempo, ele se tornou cada vez mais exigente com os cristãos. Pretendia deles em toda circunstância, e sobretudo nas perseguições, um comportamento heróico. Rígido em suas posições, não poupava duras críticas e acabou inevitavelmente isolando-se. De fato, hoje em dia ainda ficam abertas muitas questões, não só sobre o pensamento teológico e filosófico de Tertuliano, mas também sobre sua atitude ante as instituições políticas da sociedade pagã.

Esta grande personalidade moral e intelectual, este homem que ofereceu uma contribuição tão grande ao pensamento cristão, me faz refletir muito. Vê-se no final que lhe falta a simplicidade, a humildade para integrar-se na Igreja, para aceitar suas fraquezas, para ser tolerante com os outros e consigo mesmo.

Papa Bento XVI

Pensamentos de Frei Damião

Sofrimento: "Sofrimento não é indiferença de Deus. Esta vida é apenas uma preparação para a outra; esta, sim, é importante. Daí, precisamos sofrer nessa existência para termos merecimento na outra."

Confissão: "Confessai vossos pecados. Não adianta me pedirem remédio, que eu não sou médico. Se não tiverdes os pecados graves, confessai os pecados leves. Se ainda não os tiverdes, confessai então os pecados já confessados. O que não pode haver é confissão sem pecados."

Milagre: "O povo inventa milagres. É o sentimento religioso popular. Os sertanejos dizem que sou responsável pelos resultados que nossas orações conjuntas trazem. Mas o milagre só vem com merecimento e fé."

Vida: "Vivemos hoje como se eterna devesse ser nossa morada sobre a terra. Que outra coisa faz a maior parte de nós? Grande parte da vida, empregamos em fazer o mal. Outra grande parte, em nada fazer. E toda ela, em fazer aquilo que não deveria ser feito, em pecados, prazeres sinistros, desonestidades, conversas supérfluas, danças, jogos, divertimentos. Corremos atrás dos bens efêmeros da vida até merecermos a condenação eterna."

Políticos: "Os políticos prometem muito e nem sempre cumprem. Mas, de que vale essas promessas que são para coisas materiais? Devemos pensar nas coisas da alma."

Brasil: "O país é ótimo. Muito tranquilo, não tem greve nem comunismo."

Governo: "O governo não pode fazer tudo, quando tem uma seca aqui no sertão."

Objetivos de suas missões para os sertanejos: "Livrá-los do Demônio, que queria afastá-los da Igreja, fazê-los abraçar outro credo. Muitos que viviam amancebados, ajustaram casamento. Homens casados que pecavam com outras mulheres, voltaram para casa a fim de cumprir o matrimônio perfeito, fugindo das tentações da carne. Prego pelo Nordeste inteiro e sempre tratei o povo bem. Quero bem ao povo, com carinho, aconselhando para o bem."

Chegada do homem à lua: "É muito importante porque pode ser um meio para se descobrir outros planetas." Namoro: "Só na frente dos pais, com uma pessoa solteira. E deve ser breve, com casamento à vista."

Calças compridas para as mulheres: "Para vós (mulheres que usam calças compridas) está reservado um lugar bem fundo no inferno."

Minissaia: "Eu condeno sempre a minissaia. Minissaia não presta, não. É causa de muitos pecados. Muitos homens já perderam a cabeça por causa desse exagero das mulheres."

Os jovens: "Fazem o que não deveria ser feito, em pecados, prazeres sinistros, desonestidades, conversas inúteis, visitas supérfluas, jogos, danças, divertimentos. Correm atrás dos bens efêmeros dessa vida até merecerem a condenação eterna. Para eles, está mais vivo o fogo do inferno."

Casamento: "Viver com uma mulher sem ser casado com ela na Igreja, está errado. O casamento na Justiça não é o bastante. Deus não confirma essa união, ela não existe. Estão ouvindo? Tem que casar na Igreja."

Pílula: "A pílula não é boa, Deus não gosta. Para evitardes filhos, podeis, apenas, não usar dos vossos direitos matrimoniais. E podeis fazer isso, se quiserdes, pela vida inteira, de comum acordo com os vossos maridos."

Divórcio: "O matrimônio só é quebrado por morte da esposa ou do esposo. Quem deixa o casamento para casar com outro no civil, estará no inferno de cabeça para baixo."

Dança: "A dança é um elemento da perdição. Quando um homem e uma mulher se ajuntam para dançar, não pode sair nada de bom disso tudo. Então, sobrevêm os maus pensamentos, os desejos pecaminosos, o pecado."

Beijo: "Um beijo dado no rosto da namorada, como um beijo dado numa parenta, não tem nada demais, estão ouvindo? Agora, um beijo na boca, um beijo de língua, isso não. É pecado."

Adultério: "O adultério é um pecado tão nefasto, que os povos sempre o puniram com os mais tremendos castigos; os hebreus do Velho Testamento apedrejavam os adúlteros; os egípcios decepavam o nariz da mulher adúltera; os árabes decapitavam os culpados; os filhos adulterinos tinham os olhos arrancados; entre os antigos germanos, o castigo do adultério da mulher era reservado também ao marido: ele era preso e a mulher expulsa de casa depois de ter os cabelos cortados e despojada de suas vestes; em seguida, a mulher era levada a chicotadas pela aldeia. E como se pune o adultério depois da morte? Com o inferno! Homem que mantém relações com uma coruja fora de casa, aos infernos!"

Demônio: "O demônio existe, estão ouvindo? Ele existe. Em Mirandiba (cidade do interior pernambucano), entrei numa casa abandonada e ele me jogou sete pedras."

Inferno: "No inferno só há sofrimento. Lá, o calor é bilhões de vezes pior que no Nordeste. As labaredas sobem e queimam sem parar os corpos dos adúlteros, das prostitutas, dos afeminados, dos criminosos. Lá, é o lugar onde vive o demônio."

Apascenta as minhas ovelhas

O Senhor pergunta a Pedro se ele o ama, coisa que já sabia; e pergunta-o, não uma vez mas duas e mesmo três. E, de cada vez, Pedro responde que o ama; e, de cada vez, Jesus lhe confia o cuidado de apascentar as suas ovelhas. À sua tripla renúncia responde aqui uma tripla afirmação de amor. É preciso que a sua língua sirva o seu amor, tal como serviu o seu medo; é preciso que a sua palavra dê testemunho de uma forma tão clara diante da vida como a que fez diante da morte. É preciso que ele dê uma prova de amor ocupando-se do rebanho do Senhor, tal como deu prova de temor renegando o Pastor.

Torna-se evidente que aqueles que se ocupam das ovelhas de Cristo, com a intenção de fazer delas ovelhas suas mais do que de Cristo, têm para com elas um afeto maior do que o que experimentam para com Cristo. É o desejo da glória, do poder e do proveito que os conduz e não o amoroso desejo de obedecer, de socorrer e de agradar a Deus. Esta palavra três vezes repetida por Cristo condena aqueles que fazem gemer o apóstolo Paulo quando os vê buscar os seus interesses mais que os de Jesus Cristo (Fl 2,21). Com efeito, que significam estas palavras: "Amas-me? Apascenta as minhas ovelhas"? É como se dissesse: Se me amas, não te ocupes de ti mesmo mas das minhas ovelhas; olha-as não como tuas mas como minhas; nelas, procura a minha glória e não a tua, o meu poder e não o teu, os meus interesses e não os teus... Não nos preocupemos, pois, conosco mesmos; amemos o Senhor e, ocupando-nos das suas ovelhas, procuremos o interesse do Senhor sem nos inquietarmos com o nosso.

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da
Igreja
Sermões sobre S. João, 122, 2-4 ; 123, 5

1 de junho de 2007

A forma de ler o mundo do relativismo

"Há uma onda que varre o Brasil [...] que nos diz que texto não vale nada, e sim o contexto. Trata-se de uma urdidura intelectual bem mais ampla do que se supõe: é a forma de ler o mundo do relativismo, daqueles cuja moral e cujo norte ético estão em constante mudança e sempre servem à ocasião."

Reinaldo Azevedo

31 de maio de 2007

Técnica de revolução constitucional

“O poder e os recursos do Estado moderno tornam as revoluções civis virtualmente impossíveis... Tudo o que é possível é [...] o golpe ou revolução mediante arranjo, desde cima, sob o patrocínio dos poderes constitucionais.

“Para atingir os fins revolucionários sem colocar as massas em ação, golpes que sigam a tática de inocular nas leis o impulso revolucionário, de manipular a legalidade até que ela tenha passado de um estágio de revolução mascarada para emergir como uma nova legalidade, são empreendidos a pretexto de prevenir um período de anarquia, de manter o controle dos acontecimentos, de impedir que o país seja entregue à mercê de incalculáveis elementos ‘demoníacos'. Depois que a legalidade revolucionária foi instituída sem sangue, o curso dos acontecimentos fica à mercê, precisamente, desses elementos incalculáveis e demoníacos. Este método desfere um golpe muito mais paralisante na justiça e no senso de justiça do que uma revolução aberta... A revolução-mediante-arranjo termina na exaustão geral. Pois em sua artificial combinação de forças ela inclui elementos irreconciliáveis... cada um pretendendo secretamente sobrepujar o outro na primeira oportunidade.”

(Hermann Rauschning, The Revolution of Nihilism. Warning to the West , New York, Alliance Book, 1939, pp. 10-12.)

29 de maio de 2007

Estado laico

Não me lembro de movimentos pelo "estado laico" quando os padres e freiras ajudavam , animadamente, a erguer o PT, quase trinta anos atrás.

Alon Feuerwerker

21 de maio de 2007

Protesto contra ofensa religiosa

Magnífico Reitor na Universidade Federal da Paraíba, senhor Rômulo Soares Polari, Chefe do Departamento de Comunicação e Turismo da Universidade, professor Lúcio Vilar, Coordenador do Curso de Turismo da Universidade, professor Olavo Mendes, Professor Henrique Magalhães, Demais alunos e funcionários da Universidade Federal da Paraíba,

Foi recentemente divulgada, pelos meios de imprensa, uma notícia segundo a qual um outdoor, que continha uma caricatura do Papa Bento XVI junto com a frase "a Igreja é uma praga" e estava colocado dentro de um Campus da Universidade Federal da Paraíba, foi destruído por um grupo de funcionários da Universidade após uma enorme polêmica.

A reportagem pode ser acessada em:

http://minhanoticia.ig.com.br/materias/432001-432500/432205/432205_1.html

Rapidamente, o Departamento de Comunicação e Turismo (DecomTur) da referida Universidade emitiu uma nota a respeito do ocorrido. Esta nota pode ser encontrada em:

http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?45650

Na citada nota, a destruição do Outdoor é classificada como "vandalismo" e "inaceitável". E é citada a Constituição Federal, que garante " livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação".

Contudo, não é citado que o Código Penal tipifica como crime "vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso" (Código Penal, artigo 208, caput). Acaso é o direito à livre expressão absoluto, desvinculado do (e superior ao) direito dos cidadãos de não terem as suas crenças ofendidas? Porventura quer-se pretender que uma ofensa violenta e desnecessária como a expressa pelo outdoor em questão tenha respaldo constitucional inviolável?

É citado que o Estado é laico. É verdade. Mas não é explicado que "Estado Laico" não significa "Estado Anti-Religioso". E que é próprio do Estado Laico não discriminar nenhuma crença religiosa. Como, pois, querem utilizar a laicidade do Estado para justificar uma agressão gratuita feita ao povo católico? Isso, sim, é inaceitável.

É dito que a atitude (de destruição do outdoor) "abre sério, preocupante e perigoso precedente". Todavia, não é citado que a própria confecção do outdoor (e sua apologia veiculada na já citada nota do DecomTur) abre(m) um precedente muito mais preocupante, a saber: a vontade de consolidar a ofensa gratuita à religião professada pela maioria da população brasileira como um direito inalienável. Uma verdadeira apologia ao crime, completa inversão de valores.

É de causar espécie que a Universidade não se tenha pronunciado contra a colocação do outdoor, mas tenha demonstrado tanta prontidão em condenar a sua destruição. Por que os dois pesos e duas medidas?

Registro, assim, o meu mais completo repúdio a essa atitude da Universidade Federal da Paraíba que, desse jeito, só faz perder o seu prestígio. É desolador que uma Universidade aja com tamanho desrespeito e tão pouca consideração pelos sentimentos religiosos de seus alunos e funcionários. É vergonhoso ver uma instituição pública fomentando o ódio anti-religioso. Isso, sim, é que deveria ser objeto da preocupação dos senhores.

Recife, 21 de maio de 2007

Atenciosamente,
Jorge Ferraz
R.G. 6.316.776 - SDS/PE

20 de maio de 2007

Queremos viver e não morrer

Hoje quero convosco refletir sobre o texto de São Mateus (19, 16-22). Fala de um jovem. Ele veio correndo ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem vejo a todos vós, jovens do Brasil e da América Latina. Viestes correndo de diversas regiões deste Continente para nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus.

Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a Lhe fazer. É a mesma do jovem que veio correndo ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida. A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?

Logo entendemos, na formulação da própria pergunta, que não basta o aqui e agora, ou seja, nós não conseguimos delimitar nossa vida ao espaço e ao tempo, por mais que pretendamos estender seus horizontes. A vida os transcende.

Em outras palavras, queremos viver e não morrer. Sentimos que algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Em outras palavras, ela está em nossas mãos e depende, de algum modo, da nossa decisão.

A pergunta do Evangelho não contempla apenas o futuro. Não trata apenas de uma questão sobre o que acontecerá após a morte. Há, ao contrário, um compromisso com o presente, aqui e agora, que deve garantir autenticidade e conseqüentemente o futuro. Numa palavra, a pergunta questiona o sentido da vida. Pode por isso ser formulada assim: que devo fazer para que minha vida tenha sentido? Ou seja: como devo viver para colher plenamente os frutos da vida? Ou ainda: que devo fazer para que minha vida não transcorra inutilmente?

Jesus é o único capaz de nos dar uma resposta, porque é o único que nos pode garantir vida eterna. Por isso também é o único que consegue mostrar o sentido da vida presente e dar-lhe um conteúdo de plenitude. (...)

Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis.

Papa Bento XVI

Salvai-me pela vossa compaixão

“A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio,
e afirmo que só Vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo,
e salvai-me pela vossa compaixão!”

Quem é o inimigo e o opressor? A falta de emprego, o abandono do marido, a droga, a bebida, a pobreza, a carência afetiva, a morte premeditada, a solidão, a falta de apoio, a depressão, a doença. Devemos lembrar, entretanto, que estes não são maiores que a compaixão de Deus, por mais que pareça o contrário.

Por que ainda ter medo do sofrimento? O poeta canta, fazendo referência ao momento da crucificação de Cristo:

“Quem não há de perder todo o medo,
vendo o céu ser aberto ao ladrão!”

Se Deus teve compaixão do ladrão, que inclusive admitiu todas as coisas más e erradas que cometeu, por que não há de ter compaixão de nosso sofrimento. Cabe-nos dizer junto com o ladrão:

- “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.”

E junto com o salmista:

- “A vós eu me confio, entrego em vossas mãos o meu destino.”

Sandra Maria

Que o 'não' seja o novo 'amém'

Buenos Aires, 16 mai (RV) - O arcebispo emérito de Resistencia, Argentina, Dom Carmelo Juan Giaquinta, alertou que existem pessoas que fazem de tudo para que os católicos reneguem sua fé, com o argumento de que precisam pedir perdão pelos erros do passado.

"O que alguns desejam não é que peçamos perdão por nossos erros, mas sim que reneguemos nossa fé e viver em conformidade com ela" _ sublinhou o arcebispo.

A propósito da mentalidade atual, Dom Giaquinta disse: "O que muitos buscam é que, como eles, aplaudamos o divórcio e o proponhamos como ideal de liberdade; que bendigamos o aborto e a morte dos anciãos inúteis; que brindemos, porque o matrimônio, hoje, já não é mais só entre um homem e uma mulher; e que nós, sacerdotes, não respeitemos nossas promessas."

O arcebispo destacou ainda, que quem critica a Igreja "quer que o "amém" signifique "não", e que "não" seja o novo "amém".

O Bem não nasce do Mal

O Bem não nasce do Mal; o Mal jamais será instrumento útil para se chegar ao Bem.

Reinaldo Azevedo

Conservar os imensos tesouros espirituais

O Santo Padre, que foi durante alguns anos membro desta Comissão [Pontifícia Comissão
Ecclesia Dei], quer que ela se converta em um organismo da Santa Sé com a finalidade própria e distinta de conservar e manter o valor da liturgia latina tradicional. Mas se deve afirmar com toda claridade que não se trata de um voltar para atrás, de uma volta aos tempos anteriores à reforma de 1970. Trata-se pelo contrário de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer pôr a disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à liturgia antiga. A recuperação desta riqueza se une à não menos preciosa da liturgia atual da Igreja.

Por estas razões o Santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por esta razão o Santo Padre pensa que chegou o tempo de facilitar, como o quis a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano.

(...)

O projeto do Santo Padre foi já parcialmente provado em Campos onde a coabitação pacífica das duas formas do único rito romano na Igreja é uma bela realidade.

Intervenção do cardeal Darío Castrillón Hoyos em Aparecida
Presidente da Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei»

16 de maio de 2007

Defesa de ideais

"Qualquer forma de intimidação deve ser respondida com total força, dentro da legitimidade. O diálogo de Chamberlain com o Nazismo levou às primeiras grandes agressões deste câncer que mudou a face da história no século XX. Nossa atitude deve se pautar pela mais forte defesa de ideais não importante a que nível, com força total, dentro da lei."

Professores da USP: Elcio Abdalla, Raul Abramo, Sylvio Ferraz Mello, Renata Zukanovich Funchal, Mahir Saleh Hussein, Antonio F. R. de Toledo Piza, Antonio Martins Figueiredo Neto, Mário José de Oliveira, João Carlos Alves Barata.

Não há acordo sobre o bem social

"Esquecemos que, enquanto concordamos sobre o abuso das coisas, devemos discordar bastante sobre o seu uso."

"Todos podemos ver a loucura nacional; mas o que é sanidade nacional?"

"O que está errado é que não perguntamos o que está certo."

G. K. Chesterton (1874-1936), escritor inglês